Tão pequenos mas com tanto potencial!

Os microrganismos podem ser modificados no laboratório e utilizados como mini-fábricas celulares para produzir compostos muito valiosos num processo amigo do ambiente!

Na natureza, existem compostos muito valiosos por terem diversas aplicações a nível industrial e medicinal, mas é necessário obter grandes quantidades destes compostos para satisfazer a sua procura. Isto representa um problema visto que a sua extração a partir de fontes naturais é muito difícil e normalmente não nos permite obter produtos puros, nem em quantidade suficiente. Por outro lado, a síntese química destes compostos é, por vezes, muito difícil e pouco amiga do ambiente. Assim, surge a questão: “Como podemos obter estes compostos valiosos em quantidades suficientes e num processo amigo do ambiente?”. E a resposta é: utilizando microrganismos!


Os microrganismos podem ser usados como fábricas celulares para a produção de compostos valiosos. Para isto é necessário identificar o material genético (sequências de ADN) responsável pela produção destes compostos na origem e modificar geneticamente um determinado microrganismo hospedeiro, inserindo estas sequências de ADN, tornando-o assim capaz de produzir o nosso composto de interesse. Os microrganismos hospedeiros que têm sido mais usados nestes processos são algumas famosas bactérias e leveduras, como é o caso da Escherichia coli e a Sacharomyces cerevisiae, respetivamente. Mas será este processo amigo do ambiente? Este processo é considerado amigo do ambiente porque os microrganismos têm capacidade de produzir estes compostos a partir de matérias-primas abundantes, baratas e renováveis como é o caso de resíduos domésticos, óleos residuais, resíduos florestais e agroindustriais. Já viste como estes microrganismos tão pequenos podem ter tanto potencial e serem verdadeiros aliados para caminharmos no sentido de um planeta mais sustentável?!

Autoria

Conceção da ideia e composição do texto: Daniela Gomes e Adelaide Braga

Execução gráfica: Daniela Gomes, Adelaide Braga e David Gonçalves

Revisão científica: Lígia Rodrigues

Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho

Ficha técnica

Os elementos utilizados foram obtidos na coleção de acesso livre Freepik (https://www.freepik.com/) e na coleção de acesso livre do Canva (https://www.canva.com/) e são de livre acesso para serem utilizados em publicações sem fins lucrativos.

Editado por Isabel Henriques, Sofia Oliveira e Tina Keller Costa.

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