Os animais silvestres podem adquirir bactérias resistentes aos antimicrobianos do ambiente, humanos e outros animais. Adicionalmente, têm potencial de disseminar estas bactérias no ambiente, ao homem e a animais domésticos e de produção intensiva quando em contacto com eles.
De uma forma geral, os animais silvestres não são expostos a agentes antimicrobianos. Assim, espera-se que a resistência da sua microbiota a antimicrobianos seja muito reduzida, especialmente em populações de animais mais isoladas. Contudo, a crescente interação destes animais com atividades antropogénicas tem contribuído para a dispersão de bactérias resistentes a antimicrobianos entre os mesmos. A resistência a antimicrobianos ocorre quando as bactérias sofrem mutações ou adquirem genes de resistência de outras bactérias. As bactérias resistentes são posteriormente selecionadas quando expostas a agentes antimicrobianos em diversos ambientes, nomeadamente nos hospitais e na produção animal intensiva onde eles são muito utilizados. Adicionalmente, os antimicrobianos podem ser excretados para o meio ambiente (ex. solo, sistemas aquáticos) por humanos e animais ou podem ser diretamente descartados para lixeiras ou esgotos. O uso intensivo de antimicrobianos ou a poluição com os mesmos promove a seleção e o aumento do número de bactérias multirresistentes, que podem contaminar alimentos, animais, humanos e o meio ambiente (ex. sistemas aquáticos). A fragmentação e destruição do habitat faz com que animais silvestres possam entrar em contato e infetarem-se mais facilmente por estas bactérias resistentes encontradas em diferentes ambientes. Como consequência, os animais silvestres podem não só servir de reservatórios de bactérias que podem ameaçar a saúde humana e de animais domésticos e de produção, mas também desenvolver infeções bacterianas que podem ameaçar a espécie. Animais silvestres migratórios podem ainda dispersar essas bactérias para novas regiões geográficas.
Autoria
Conceção da ideia, execução gráfica e composição do texto: Andreia Garcês
Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior Agrária de Viseu
Ficha técnica
Todos os elementos são originais. Desenho em papel, digitalizado, com adaptações usinado o Microsoft Powerpoint 11.
Editado por Carla Novais, Cristina Pintado e Marta Laranjo.


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