O potencial dos bacteriófagos contra bactérias patogénicas de origem alimentar

Os bacteriófagos, ou fagos, são vírus que infetam apenas bactérias e constituem uma alternativa promissora e sustentável no combate a bactérias patogénicas de origem alimentar, nomeadamente bactérias resistentes a antibióticos, de forma a melhorar a segurança alimentar e impedir que alimentos contaminados cheguem ao consumidor.

Sabias que as doenças transmitidas por alimentos são um grave problema de saúde pública em todo o mundo? A maioria destas doenças são causadas por bactérias, nomeadamente bactérias resistentes a vários antibióticos e produtoras de toxinas.
E se fossem usados vírus para combater bactérias resistentes a antibióticos? Estes vírus são denominados de bacteriófagos, ou simplesmente fagos, e são capazes de infetar e matar apenas bactérias.
Nos últimos anos, e muito devido ao aumento da resistência aos antibióticos, tem havido um interesse crescente na utilização dos fagos como uma alternativa promissora aos antibióticos no combate a bactérias patogénicas. São várias as vantagens da utilização destes vírus, incluindo: (1) presença em múltiplos ambientes sendo as entidades biológicas mais abundantes do planeta, (2) especificidade contra uma determinada bactéria alvo não afetando as bactérias naturalmente presentes e benéficas e (3) serem inofensivos para o ser humano. O modo de ação dos fagos baseia-se no reconhecimento da bactéria alvo, introdução do seu material genético no interior da célula bacteriana, uso da maquinaria celular da bactéria para se replicarem, formação de novos vírus dentro da célula bacteriana, libertação destes através da destruição e, consequente, morte celular bacteriana.
São vários os estudos que comprovam a eficácia dos fagos como uma abordagem amiga do ambiente para combater bactérias patogénicas presentes em alimentos. Estes vírus podem ainda ser incorporados em diferentes materiais usados nas embalagens dos alimentos, podendo assim contribuir para a melhoria da segurança alimentar ao impedirem que bactérias patogénicas cheguem ao consumidor, aquando da ingestão de alimentos contaminados.

Autoria

Conceção da ideia, Composição do texto e Execução gráfica: Márcia Braz

Revisão Científica: Adelaide Almeida

Universidade de Aveiro

Ficha técnica

Imagem construída utilizando o software Power Point (Microsoft365), utilizando elementos gráficos obtidos na coleção livre http://www.freepik.com e são de livre acesso para publicações sem fins lucrativos. Trabalho associado à bolsa de doutoramento da FCT com referência 2020.06571.BD..

Editado por Claudia Serra, a Isabel Henriques e Teresa Conceição.

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