Sideróforos: cavalos de Tróia no combate à resistência antibacteriana

Os sideróforos são produzidos pelas bactérias para captar ferro do ambiente mas quando são conjugados com antibióticos podem ser aliados muito importantes na luta contra a resistência antibacteriana.

A resistência antibacteriana constitui uma ameaça para a saúde pública global e, atualmente, já existem bactérias resistentes a praticamente todos os antibióticos conhecidos. Conseguem imaginar como seria voltar a uma era pré-antibióticos em que um simples corte no dedo poderia ser mortal?
Impedir que os antibióticos entrem nas bactérias constitui um dos mecanismos de resistência desenvolvidos por estes microrganismos. As bactérias Gram-negativo em particular, possuem uma membrana externa que impede a entrada de muitos agentes antibacterianos, pelo que, atualmente, é crucial encontrar estratégias que nos permitam ultrapassar este problema.
O ferro é um nutriente essencial para a sobrevivência da maioria dos organismos vivos e muitas espécies bacterianas produzem pequenas moléculas chamadas sideróforos para captar ferro do meio ambiente. Ao conjugarmos sideróforos com antibióticos podemos criar novas substâncias com potencial para atuarem como cavalos de Troia, uma vez que as bactérias reconhecem o sideróforo e, por isso, acabam por captar toda o conjugado sideróforo-antibiótico. Deste modo, o desenvolvimento de conjugados sideróforo-antibiótico constitui uma estratégia promissora na luta contra a resistência antibacteriana.

Autoria

Conceção da ideia: Mariana da Costa Almeida, Paulo Martins da Costa, Maria Emília Sousa, Diana ISP Resende

Composição do texto e Execução gráfica: Mariana da Costa Almeida

Revisão Científica: Paulo Martins da Costa, Maria Emília Sousa, Diana ISP Resende

Universidade do Porto

Ficha técnica

Ilustração feita em aguarela e caneta, em papel. A imagem foi posteriormente editada no Microsoft Powerpoint. Todos os elementos são originais. Este trabalho está associado à bolsa de doutoramento da FCT com a referência 2021.05224.BD.

Editado por Maria José Borrego e Pedro Farias,

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